7 de jun de 2016

A PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN SOB O OLHAR DA PERSPECTIVA DAS POSSIBILIDADES ATRAVÉS DO TERAPEUTA OCUPACIONAL

por Camyla Cruz Ribeiro
Terapeuta Ocupacional e discente do curso de Síndrome de Down do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo
camyla_to@hotmail.com


Resumo apresentado originalmente no VII Congresso Internacional de Saúde da Criança e do Adolescente, entre 19 e 22 de maio de 2016, Vitoria - Espírito Santo - Brasil.
Para baixar o artigo original, clique aqui.
Para acessar os ANAIS do Congresso, clique aqui.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Terapia Ocupacional e disfunção sensorial.

Introdução: 
A infância é a fase mais importante para todos os indivíduos, proporciona através de novas experiências, a base para um ser socialmente aceito, motoramente efetivo em suas ações e psicologicamente estável. Nosso corpo é programado para receber cada novo acontecimento, e as experiências são absorvidas e transformadas em conexões sinápticas, que por sua vez amplia a rede neural - facilitadora do processo do desenvolvimento humano. Sabe-se que as pessoas com Síndrome de Down apresentam alterações no sistema nervoso central, ocasionando déficit no desenvolvimento neuropsicomotor. Um dos papéis da terapia ocupacional é estimular o individuo no âmbito biopsicossocial, de forma que desenvolva as funções cotidianas do sujeito, neste caso, a criança com Síndrome de Down. Os cinco sentidos do ser humano fornecem informações que são utilizados pelo cérebro e servem para organizar o comportamento e promover a aprendizagem. Sendo assim, o terapeuta ocupacional auxiliará a criança com Síndrome de Down a se reconhecer quanto indivíduo, manter ou desenvolver habilidades gerais.

Objetivo:
Pesquisar o impacto que o aspecto sensorial ocasiona a pessoa com Síndrome de Down em conjunto do papel interventivo do terapeuta ocupacional.

Método:
Revisão bibliográfica realizada na base de dados Scielo (Scientific Electronic Library Online), Medline, Lilacs e sites relacionados à área. Os critérios utilizados para a inclusão de artigos foram publicações de 2011 à 2016, descritos em português ou inglês.

Resultados:
Havendo o olhar para um sujeito autônomo e independente, é de caráter fundamental estimular a propriocepção tátil da criança com Síndrome de Down, uma vez que, frente às características da mesma o aspecto da recepção do toque caminha para uma desordem sensorial, principalmente de dor e de calor. O Terapeuta Ocupacional deve apresentar, manter ou re-significar as questões sensoriais táteis, levando em considerações o limite da criança. É de suma importância que este profissional (re) avalie minuciosamente e conscientize a família sobre a realidade do atendido, ou seja, as implicações da desordem e como auxiliar. Afirma-se que a desordem sensorial, torna-se um campo para a instalação do Atraso do Desenvolvimento Neuropsicomotor, isto é, dificuldade de executar a posição ortostática, a preensão palmar, exploração do ambiente e de objetos - o que interfere diretamente no brincar- do reconhecimento corporal e podendo também interferir negativamente na socialização.

Conclusão:
Fica claro que quanto mais aptidões, expande-se a rede sináptica, aumento da exploração de outras possibilidades, avançando para a execução de tarefas, seja ela rotineira ou esporádica. A estimulação precoce deve ter o enfoque no estímulo sensorial tátil, através do terapeuta ocupacional. Logo, será auxiliado para melhor intervenção das demais áreas, tal como fisioterapia, dando base neuropsicomotora ao individuo e proporcionando desenvolver habilidades para que seja socialmente aceito como pessoa que executa suas tarefas rotineiras com desejos e conceitos.