21 de ago. de 2008

PARA FALAR DE DEFICIÊNCIA E COTIDIANO

Este é um tema bastante amplo sobre o qual a cada dia construo um novo olhar, um novo conceito, novos caracteres deste quebra-cabeça do vivo.
Existem temas bastante polêmicos que atualmente vêm me contaminando, de forma que pequenas intrigações e inquietações me fazer pensar naquilo que há algum tempo sugerimos neste blog tratar. Iniciamos com o grande tema “RETRATOS DO COTIDIANO”, e esta palavra me inspira a querer saber do que disponho para esse dia a dia. Como é possível fazer um retrato, uma fotografia de algo que pode acontecer e realmente fazer a diferença e quem sabe constituir-se como uma experiência?
Um pouco disso aconteceu por duas semanas seguidas nas quais pude acompanhar dois grupos de adolescentes e jovens com deficiência intelectual, numa jornada que dificilmente uma família que mora num extremo da cidade faria: cruzá-la para simplesmente chegar a um museu e ver quadros.
É... mas não foi bem assim, conto com um Programa Educativo existente na Pinacoteca do Estado de São Paulo, que recebe Públicos Especiais, o PEPE, que com seu formato oferece um espaço educativo onde a arte e cultura aproximam-se da condição que cada um tem de se apropriar do tema sugerido.
E agora eu pergunto se isto (o programa que oferece adaptação de materiais do museu) e aquilo (a minha disponibilidade e a de uma equipe que sustenta o propósito de acompanhar pessoas com deficiência em seu cotidiano e desenvolvimento, de assumir um grupo de garotos para cruzar a cidade através de trens metropolitanos) não se conectassem, que construção do cotidiano existiria?
É por isso que eu digo: “TENHAMOS CLAREZA DE NOSSAS POSSIBILIDADES E DE NOSSAS DISPONIBILIDADES PARA PODERMOS OFERECER BONS ENCONTROS SOCIAIS, EDUCATIVOS E CULTURAIS À PESSOA COM DEFICIÊNCIA EM SEU DIA-A-DIA”. São destes, e de outros pequenos fazeres que a vida se constrói.

Barbara Cristina Mello
Terapeuta Ocupacional

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